Seca e assoreamento isolam comunidades no Bailique: 'se tornou um deserto', diz morador
Seca no Bailique trava navegação e afeta aulas, chegada de remédios e deslocamentos A seca na foz do Rio Amazonas, no canal do Bailique, em Macapá, afeta mais de 10 comunidades com o isolamento provocado pela estiagem severa. O problema dificulta a locomoção de barcos, a chegada de medicamentos, o acesso a serviços de saúde e a ida de alunos às escolas. O morador da Vila Equador, Jacinto Carvalho Sarges, descreve o impacto do acúmulo de lama e areia no leito do rio, que impede a navegação na reg
Seca no Bailique trava navegação e afeta aulas, chegada de remédios e deslocamentos
A seca na foz do Rio Amazonas, no canal do Bailique, em Macapá, afeta mais de 10 comunidades com o isolamento provocado pela estiagem severa. O problema dificulta a locomoção de barcos, a chegada de medicamentos, o acesso a serviços de saúde e a ida de alunos às escolas.
O morador da Vila Equador, Jacinto Carvalho Sarges, descreve o impacto do acúmulo de lama e areia no leito do rio, que impede a navegação na região.
"Da margem do Bailique hoje está dessa forma aqui, olha: tudo praia, seco. Não tem como navegar", relata o morador. Segundo Jacinto, pequenos barcos ficam atolados à espera da subida da maré para conseguir trafegar pelo canal.
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"Olha aqui rabetas esperando por uma solução. Que a água pelo menos cresça quatro dedos em cima dessa terra para poder passar, porque a gente mora muito longe", afirma.
Reclamação sobre obra de dragagem
O morador explica que o processo de acúmulo de sedimentos se acelerou na porção norte do arquipélago. Ele lembra que uma obra de escavação foi realizada no ano passado, mas a solução durou pouco tempo.
"Isso aqui se tornou um deserto, terra seca. Foi feito no ano passado um trabalho de escavação que até ficou legal, mas, seis meses depois que a máquina foi embora, hoje voltou tudo novamente", protesta Jacinto.
A estiagem atinge moradores de pelo menos 12 comunidades. O problema se concentra na região chamada de 'Zona Norte do Bailique'.
Impactos na educação e na saúde
A paralisação do transporte escolar é apontada por Jacinto como um dos problemas mais graves. Na Vila Filadélfia, onde funciona a única escola de ensino médio daquela região, os estudantes não conseguem chegar às aulas por causa do baixo nível do rio.
"Se puder voltar essa máquina para refazer o trabalho de escavação, a gente fica muito grato. Estamos passando por muita dificuldade na educação", apela.