Após fumaça tóxica atingir casas, Oiapoque estuda novo terreno para transferir lixão
Após fumaça tóxica atingir casas, Oiapoque estuda novo terreno para transferir lixão Um incêndio no lixão de Oiapoque, a 590 km de Macapá, espalhou uma densa fumaça tóxica pelas residências da cidade desde o último sábado (24) e se arrasta até esta terça-feira (28). O ocorrido acelerou a busca por uma nova área para desativar o espaço, alvo de um impasse judicial que se arrasta há mais de duas décadas. A medida visa dar uma solução definitiva aos frequentes problemas de saúde pública e ambientai
Após fumaça tóxica atingir casas, Oiapoque estuda novo terreno para transferir lixão
Um incêndio no lixão de Oiapoque, a 590 km de Macapá, espalhou uma densa fumaça tóxica pelas residências da cidade desde o último sábado (24) e se arrasta até esta terça-feira (28). O ocorrido acelerou a busca por uma nova área para desativar o espaço, alvo de um impasse judicial que se arrasta há mais de duas décadas. A medida visa dar uma solução definitiva aos frequentes problemas de saúde pública e ambientais no município.
Na segunda-feira (26), equipes passaram cerca de seis horas atuando na área para reduzir os efeitos da fumaça. Segundo a Defesa Civil, a suspeita é que uma queimada irregular em uma área próxima ao lixão tenha provocado o incêndio. Em entrevista ao g1, o prefeito de Oiapoque, Inácio Maciel, explicou que as equipes de emergência continuam atuando na área afetada, mas que a contenção completa do fogo é desafiadora.
"Ainda temos alguns focos de incêndio que estão sendo controlados pelas forças do Estado. [...] É uma área que tem muito material de fácil combustão, então é difícil você fazer a contenção total. Ainda existem alguns focos que estão sendo controlados e a gente está atento constantemente para diminuir todo esse problema", declarou o prefeito.
Inácio Maciel, Prefeito de Oiapoque.
Isadora Pereira/g1
Processo judicial de 20 anos e busca por novo terreno
Além do combate emergencial, o gestor ressaltou que a transferência do lixão e a recuperação ambiental do terreno atual atendem a uma decisão definitiva (sentença transitada em julgado) de uma das ações judiciais mais antigas do Amapá. A força-tarefa conta com a colaboração do Governo do Estado, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Codevasf e da Universidade Federal do Amapá (Unifap).
"É o segundo processo mais antigo que corre no Estado, mais de 20 anos que esse processo está correndo. É um problema antigo, um dos principais problemas que o município do Oiapoque enfrenta. Estamos buscando meios para trabalhar uma remediação daquela área [...] e identificar algumas áreas que foram identificadas para receber um novo lixão preenchendo os requisitos que a própria legislação impõe", destacou o prefeito.